Amazônia sob a lupa e mais recursos para ações ambientais globais marcam o Dia Mundial do Meio Ambiente

0
(Foto: Banco de Imagens/Pinterest)

Em meio às denúncias contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim, envolvendo um carregamento de madeiras, aumento de quase 10% do desmatamento na Amazônia em um ano, queimadas, conflitos entre indígenas e garimpeiros e outras mazelas, o Brasil estará no olho do furacão global neste sábado (5), quando é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente.

A data é o maior evento anual das Nações Unidas para sensibilizar e promover a ação ambiental e a necessidade de proteger o nosso planeta. Criado em 1974, o evento tornou-se uma plataforma global de divulgação sobre o meio ambiente e tem adesão de mais de 100 países.

Com o tema “Restauração de Ecossistemas”, o Paquistão sedia o evento neste ano em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A data marcará o lançamento oficial da “Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas 2021-2030”.

O governo do Paquistão anunciou um dos mais ambiciosos esforços de reflorestamento do mundo, segundo as Nações Unidas. O país planeja expandir e restaurar as florestas pelo que chamou de “um tsunami de 10 bilhões de Árvores plantadas ao longo de 5 anos. A campanha abrange a restauração de manguezais e florestas, assim como o plantio de árvores em ambientes urbanos, incluindo escolas, universidades, parques públicos e cinturões verdes.

O Paquistão lançou um Fundo de Restauração de Ecossistemas em apoio a soluções baseadas na natureza para a mudança climática e visando facilitar a transição para iniciativas ecologicamente resilientes e voltadas à conservação da biodiversidade e ao florestamento.

Exatamente neste contexto é que o relatório “Estado das Finanças para a Natureza”, lançado na última terça-feira (1), aponta a necessidade de um investimento de US$ 8,1 trilhões na natureza no período de 2021-2050 – enquanto o investimento anual deve chegar a US$ 536 bilhões.

Segundo o documento do PNUMA, os recursos serão essenciais para o enfrentamento das crises interligadas de clima, biodiversidade e degradação da terra. Indica ainda, que os recursos anuais para soluções baseadas na natureza terão que triplicar até 2030 e quadruplicar até 2050 em relação aos investimentos atuais em soluções baseadas na natureza, que é de US$ 133 bilhões (utilizando 2018 como ano base).

“A perda de biodiversidade já está custando à economia global 10% de sua produção a cada ano. Se não financiarmos suficientemente as soluções baseadas na natureza, impactaremos as capacidades dos países de fazer progresso em outras áreas vitais, como educação, saúde e emprego. Se não salvarmos a natureza agora, não seremos capazes de alcançar o desenvolvimento sustentável”, disse a Diretora Executiva do PNUMA, Inger Andersen, no relatório.

O documento enfatiza a necessidade de acelerar rapidamente os fluxos de capital para soluções baseadas na natureza, tornando a natureza central para a tomada de decisões relacionadas aos desafios da sociedade nos setores público e privado, incluindo enfrentar as crises climáticas e de biodiversidade.

Pandemia

De acordo com a “Breve Retrospectiva e Perspectiva”, produzida pelo EcoDebate Cidadania & Meio Ambiente, a pandemia marcou 2020 por paradoxos. “Apesar do efeito nefasto em mortes pela Covid-19 e a perda de renda devido à desaceleração econômica, esta situação provocou uma redução considerável na poluição do ar, tanto pela redução da movimentação de veículos no planeta como pela desaceleração industrial”, resume o membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e professor da Universidade de Colorado, Gunars Platais, para a revista eletrônica.

(Com agências)

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor,deixe seu comentário
Por favor, informe seu nome aqui