Campinas terá sistema inédito de ‘concessão de vacinas’ para empresas

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Foto: Carlos Bassan/Prefeitura

O prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), anunciou nesta segunda-feira (19) o início de um programa de parceria com empresas privadas para ampliação da capacidade de vacinação contra a Covid-19 na cidade. O programa prevê oferta de imunizantes, insumos e treinamento para equipes de saúde dessas companhias assumirem elas próprias a imunização de seus funcionários – em uma espécie de “concessão supervisionada” da imunização. 

A ideia é acelerar a imunização do público economicamente ativo, com foco especial nos mais jovens e já prevendo a circulação da variante Delta do Coronavírus na cidade. Para participar, basta a empresa se enquadrar nos critérios que serão estabelecidos em um chamamento público, a ser publicado no Diário Oficial de amanha (terça-feira, 20). Segundo o prefeito, o modelo foi planejado após diversas empresas procurarem a Prefeitura questionando essa possibilidade.

O processo incluirá firmas de qualquer tamanho, desde que tenham uma equipe de saúde própria para ser treinada, capacidade de transporte das doses e espaços adequados à aplicação e armazenamento, entre outras exigências. Caso o programa tenha muita adesão e a disponibilidade de vacinas não seja suficiente para atender todas as empresas em um determinado período, a prioridade será dada àquelas que têm mais funcionários.

Ainda antes do chamamento, o modelo já começará a funcionar em um projeto-piloto de vacinação a partir da quarta-feira (21) em duas empresas. Só uma delas autorizou a Prefeitura a divulgar o nome: a Triunfo/Arcor. O agendamento desses trabalhadores não será feito pelo site da Prefeitura, e sim pelo governo do Estado. “A empresa vai coordenar, disponibilizará uma equipe mínima de duas pessoas para digitar os dados no sistema e uma para vacinar, que receberá treinamento para isso”, afirmou a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Andrea von Zuben. Segundo ela, esses trabalhadores deverão se pré-cadastrar no site vacinaja.sp, do governo estadual.

Andrea também esclareceu que há a possibilidade de que funcionários de empresas de Campinas que moram em outras cidades sejam atendidos, mas isso ainda depende de uma negociação com o governo do Estado. “Para isso, o Estado vai ter de passar mais doses. Se o número desses trabalhadores não for muito grande, será possível”, informou.

Dário considera que o projeto é inédito pois, diferente de cidades como Piracicaba – onde empresas abriram as portas para equipes da Saúde vacinarem seus funcionários – em Campinas a imunização será feita pelos serviços de saúde das próprias companhias privadas. Apesar de o foco ser o de fazer chegar a vacina cada vez mais rapidamente aos campineiros na faixa etária dos 18 aos 35 anos, segundo ele as empresas terão de obedecer a aplicação no público-alvo que estiver dentro das faixas atendidas no sistema público municipal – onde a partir desta terça, já haverá agendamentos para pessoas com 30 anos ou mais.

“Faremos um chamamento público, um credenciamento, todas empresas terão o mesmo tratamento com isonomia. Entendemos que essa faixa etária de 18 a 35 anos é importantíssima, calculada em 375 mil pessoas, uma população maior que 90% das cidades brasileiras. É uma ação inédita no País. Consideramos que Campinas tem empresas organizadas para esta atuação. O critério de escolha é o número de propostas, ou seja, as empresas que colocarem o maior número de beneficiados naquela faixa serão as primeiras escolhidas”, disse.

Segundo a Diretora do Devisa, embora não exista a confirmação por exames da circulação da variante Delta (conhecida como variante indiana do Coronavírus) na cidade, é “bastante provável” que ela já esteja em Campinas, considerando os casos positivos na Capital. ” Essa possível chegada da variante foi também umas das razões de ampliação da vacinação nas empresas”, avaliou o prefeito.

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