Governador de Tocantins é alvo de operação da PF

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Governador foi afastado do cargo por seis meses Foto: Nilson Chaves/Governo do Tocantins

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (20) as operações Éris e Hygea, que têm como objetivo desarticular uma suposta organização criminosa composta por membros da cúpula do governo do Estado de Tocantins. O governador Mauro Carlesse (PSL) é um dos investigados, e foi afastado do cargo por seis meses pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) para responder pelo caso.

Cerca de 280 policiais federais cumprem 57 mandados de busca e apreensão nas cidades de Palmas (TO), Gurupi (TO), Porto Nacional (TO), Minaçu (GO), Goiânia, Brasília e São Paulo. Outras 50 medidas cautelares, como  a suspensão do exercício das funções públicas, também estão sendo cumpridas. As ordens judiciais foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça.

Segundo a PF, as investigações, iniciadas há quase dois anos, “demonstram a criação de um complexo aparelhamento da estrutura estatal voltado a permitir a prática continua de diversos esquemas criminosos”. Essas condutas, ainda conforme a corporação, contribuíram para a movimentação de dezenas de milhões de reais por meio dos crimes praticados. Até o momento, foi determinado o bloqueio de R$ 40 milhões.

A operação Éris visa desarticular o braço da organização criminosa instalado na Secretaria de Segurança Pública do Estado do Tocantins. O grupo é suspeito de obstruir investigações de combate à corrupção, utilizando-se de diversos instrumentos normativos e disciplinares, como a remoção indevida de delegados responsáveis por inquéritos de combate à corrupção que atingiam membros da cúpula do Estado. Há ainda evidências da produção coordenada de documentos falsos para manutenção dos interesses da organização criminosa. Também  é apurado o vazamento de informações de investigações em andamento.

Já a operação Hygea tem o objetivo de desmantelar o esquema de pagamentos de vantagens indevidas relacionadas ao Plano de Saúde dos Servidores (Plansaúde) e a montagem de uma estrutura voltada para a lavagem do dinheiro, desviado dos cofres públicos e integralizado ao patrimônio dos investigados.

As ações de hoje contaram com o apoio da Força Aérea Brasileira e da Procuradoria-Geral da República. Os investigados irão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica e documental e embaraço às investigações. Os nomes das operações fazem referência a figuras da mitologia grega ligadas à discórdia e à saúde, respectivamente.

(Com informações da PF e agências)

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