Governo tem 2ª maior arrecadação da história para meses de junho e resultado do semestre bate recorde

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Foto: Divulgação

A União arrecadou R$ 137,16 bilhões no mês passado, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (21) pela Receita Federal. Na comparação com junho do ano passado, o crescimento real (descontada a inflação) foi de 46,77%.Governo tem 2ª maior arrecadação da história para meses de junho e resultado do semestre bate recorde 1Governo tem 2ª maior arrecadação da história para meses de junho e resultado do semestre bate recorde 2

O valor é o segundo maior para os meses de junho desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, perdendo apenas para junho de 2011 quando foram arrecadados R$ 143,79 bilhões. Nos seis primeiros meses de 2021, a arrecadação federal soma R$ 881,99 bilhões, recorde para o período.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou os resultados e disse que as essas altas expressivas na arrecadação mostram o forte impulso da economia. “Todos os sinais que estão vindo da Receita, exportações, importações, ritmo de pagamento de impostos em todas as variedades, todos dão sintomas clássicos de uma vigorosa retomada de crescimento econômico”, disse.

Guedes destacou que, dos 86 setores, apenas seis ainda estão com arrecadação abaixo do período pré-pandemia. “Eventos, agências de viagem, bares e restaurantes, por exemplo, porque ainda existem vetores importantes de distanciamento social”, explicou.

De acordo com a Receita, o resultado da arrecadação federal pode ser explicado, principalmente, pelos fatores não recorrentes (que não se repetirão em outros anos) – como os recolhimentos extraordinários de aproximadamente R$ 20 bilhões em Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de janeiro a junho deste ano.

No mesmo período do ano passado, os recolhimentos extraordinários foram de R$ 2,8 bilhões. No mês, o crescimento foi de 76,88%, com pagamento atípico de R$ 4 bilhões por empresas de diversos setores econômicos.

Nos últimos meses, esses recolhimentos fora de época têm impulsionado a arrecadação, vindos de empresas que registraram lucros maiores que o previsto e tiveram de pagar a diferença.

Além do IRPJ e CSLL, os destaques do mês foram as altas registradas na arrecadação do PIS/Cofins), de 116,25%. Além da alta de 26,20% no volume de vendas e de 23% no volume de serviços, a receita desses tributos subiu porque o recolhimento havia sido postergado por três meses no ano passado por causa da pandemia.

Já a arrecadação da Previdência Social aumentou 49,28% por causa do adiamento do recolhimento das contribuições patronais e do Simples Nacional.

Também houve crescimento da arrecadação dos tributos de Comércio Exterior, em razão, principalmente, do crescimento da taxa de câmbio e do valor em dólar das importações, que teve elevação de 73,81% em entre maio de 2020 a maio de 2021.

Por fim, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) teve aumento de 60,97% em relação a junho de 2020, especialmente nos setores de metalurgia, comércio atacadista e fabricação de produtos de borracha e material plástico. O resultado é explicado, principalmente, pelo crescimento de 25,79% na produção industrial.

(Agência Brasil)

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