Instituto pede que venda de flores seja liberada para o Dia da Mulher

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O Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) encaminhou ofícios aos governadores e prefeitos dos principais estados e cidades do país solicitando a permissão de funcionamento das floriculturas e gardens centers nos próximos dias, período que antecede ao Dia Internacional da Mulher, segunda-feira (8). O objetivo é evitar perdas para toda a cadeia, pois a data representa 8% do faturamento anual da floricultura nacional. No ano passado, com a pandemia, o setor sofreu queda de 90% no faturamento, que resultou em um déficit de R$ 1,360 bilhão.

Kees Schoenmaker, presidente do Ibraflor, não acredita que esse número se repita, mas entende que o setor está “nervoso”. A alternativa encontrada para permitir as vendas foi a classificação dada pelo Comitê de Crise Covid-19, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que considera plantas e flores como produtos agropecuários e, portanto, os estabelecimentos que as comercializam são considerados como de “atividades essenciais”. 

“Trabalhamos com produtos vivos, perecíveis, e estamos classificados como produtos agrícolas, assim como os hortifrútis. Uma vez que as floriculturas e gardens centers sigam rigorosamente as diretrizes de segurança sanitária estabelecidas pelos órgãos de Saúde, não há justificativa para fechá-las”, explica Schoenmaker. Ele estima que as prefeituras de 50 municípios que estavam com restrições tenham acatado a reivindicação e liberado a abertura de lojas do setor.

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Kees Schoenmaker, presidente do Ibraflor (Fotos: Divulgação)

Mesmo assim, o Ibraflor esclarece que, embora as floriculturas e os garden centers sejam classificados como atividades essenciais, devem sempre informar-se primeiro da realidade em sua cidade e respeitar os decretos municipais, observando as restrições de circulação e os horários permitidos para o funcionamento das atividades essenciais.

Alimento para a alma

Kees lembra que esses estabelecimentos não geram aglomeração, mesmo em datas especiais. “A impossibilidade de abertura para este Dia da Mulher representará novos e enormes prejuízos para toda a cadeia produtiva das flores e plantas ornamentais do Brasil, que envolve produtores, distribuidores e floriculturas, pois não há como estocar os produtos para vendas futuras. As plantas e flores já plantadas e colhidas, se não comercializadas, terão novamente o lixo como destino, como ocorreu no início da pandemia”, explica.

Schoenmaker destaca a importância das plantas e flores na vida das pessoas. “Elas são um alimento para a alma, justamente nesse momento de isolamento social e angústia provocada pela crise, elas ajudam as pessoas a encontrarem uma nova atividade, um novo hobby, que é cuidar de uma planta. E tem mais, nesse momento em que as mulheres estão à frente no combate à pandemia, nada mais justo que presenteá-las com flores”, argumenta.

De acordo com Schoenmaker, o Ibraflor tem hoje 545 associados e estima que em dois meses esse número chegue a 700, estimulados pela crise provocada pela pandemia. “O produtor percebeu que sozinho não tem força, só unidos é que temos representatividade e poder para negociar”, diz.

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