Ocupação de UTI-Covid sobe para 96% em Campinas

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Foto: Reprodução

A taxa de ocupação de unidades de terapia intensiva (UTI) exclusivas para pacientes com Covid-19 em toda cidade de Campinas, somando as redes pública municipal e estadual, e os hospitais particulares, chegou a 96% nesta quinta-feira (10). É o maior índice em cerca de dois meses.

No total, são 424 leitos de UTI, sendo que 407 deles estão ocupados e 17 livres. Nesta quarta (9), a ocupação era de 94% com os mesmos 424 leitos disponíveis e 26 vagos. Por outro lado, o número de pacientes na fila de espera por internação em uma unidade intensiva específica para Covid caiu de 20 para 13.

Campinas segue na Fase de Transição do Plano São Paulo de Combate à Covid, com autorização para funcionamento de uma série de atividades até as 21h, mediante a uma ocupação de 40%. Ontem, o governo do Estado anunciou prorrogação desta fase até o fim do mês, com orientação para cidades com ocupação de leitos acima de 90% de adotarem restrições mais rígidas, se considerarem necessário.

Conforme os boletins da Prefeitura, o último índice de ocupação de 96% em leitos de UTI-Covid ocorreu em 6 de abril – à época com mais leitos, 449 no total. Outro pico, de 95% de ocupação, foi registrado em 28 de maio, quando eram 382 unidades de UTI.

Na cidade, a maior lotação ocorre no Sistema Único de Saúde (SUS) municipal, onde dos 162 leitos de UTI disponíveis, dois estão livres – mas são exclusivos para gestantes. Na rede estadual, há 30 leitos disponíveis e um desocupado; enquanto nas unidades particulares estão disponíveis 232 leitos e 14 estão vagos.

A Prefeitura informou que já havia adotado medidas mais restritivas do que o Estado quando do agravamento da pandemia, como a implantação de barreiras sanitárias, a adoção do toque de recolher e a realização de operações de combate a festas clandestinas. Por enquanto, não há indicativo de novas restrições.

“A Administração Municipal segue acompanhando diariamente indicadores da pandemia e não vai hesitar em tomar iniciativas que considere necessárias. Os indicadores acompanhados são número de consultas de síndromes gripais e de sintomáticos respiratórios nas unidades básicas de saúde e nos gripários, além de percentual de casos graves e moderados em pacientes com testes PCR positivo e número de testes realizados”, diz nota do governo municipal.

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