Pandemia não derruba Campinas do topo do ranking de potencial de consumo

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Foto: Reprodução

O Interior paulista responderá por 15% do consumo de todos os produtos, bens e serviços do País em 2021. E no Estado, à exceção da Capital, Campinas lidera o ranking das cidades com maior potencial de consumo, segundo a mais nova edição do IPC Maps (2021), que calcula os índices com base em dados oficiais.

Os dados apontam que os campineiros que vivem na área urbana possuem um potencial de consumo per capita de R$ 30.205,00. No total, os campineiros têm uma capacidade de movimentar pouco mais de R$ 37,03 bilhões em consumo este ano.

Já as 27 capitais, após seguidas perdas, passarão a conquistar espaço no consumo nacional, respondendo por 29,3% do total. O Interior também avançará, com 54,9%, mas a participação das regiões metropolitanas deverá cair para 15,8% neste ano.

Entre as regiões com crescimento entre 2020 e 2021, destaque para a Sudeste – que amplia em 1,9% sua representatividade, respondendo por 49,4% dos gastos dos brasileiros – e a Centro-Oeste, que passa de 8,9% para 9% no total do consumo em 2021.

No total, o consumo das famílias brasileiras deve recuperar parte do seu fôlego e movimentar cerca de R$ 5,1 trilhões ao longo deste ano. O montante representa um aumento de 3,7% em relação a 2020.

De acordo com o levantamento, aos poucos, os brasileiros tentam voltar à rotina, e isso estimulará o consumo. Mas as perdas registradas em 2020 em função do isolamento social imposto pela pandemia vão demorar para ser superadas.

Dos pouco mais de 213 milhões de cidadãos brasileiros, 180 milhões vivem em áreas urbanas, com um consumo per capita de R$ 26 mil, contra os R$ 11 mil da população rural.

Assim como no ano passado, a classe B2 (com renda média familiar de aproximadamente R$ 5,5 mil) lidera o cenário de consumo, representando mais de R$ 1,1 trilhão dos gastos. Junto à B1 (renda familiar de R$ 11 mil), somam 21,3% dos domicílios e as duas responderão por 39,6% (R$ 1,8 trilhão) de tudo que será desembolsado pelas famílias brasileiras.

Quase metade das residências (47,9%), as classes C1 (renda familiar de R$ 3 mil) e C2 (renda familiar de R$ 1,7 mil) totalizam R$ 1,7 trilhão (37,2% ante 35,6% em 2020) dos recursos gastos.

Já o grupo D/E (renda familiar próxima de um salário mínimo), que representa 28,6% das moradias, consome cerca de R$ 505 bilhões (10,7%). Mais enxuta, caracterizando apenas 2,2% das famílias, a classe A (com renda acima de R$ 25 mil) tem seus gastos estimados em R$ 587 bilhões (12,5% em 2021 contra 12,8% do ano passado).

O desempenho dos 50 maiores municípios brasileiros equivale a R$ 2 trilhões, ou 39,6% de tudo o que é consumido no território nacional.

No ranking dos municípios, os principais mercados permanecem sendo, em ordem decrescente, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Em 5º lugar agora aparece Salvador, deixando Curitiba logo atrás. Nessa base de comparação, Campinas ocupa o 11º lugar no País.

A expectativa da retomada da economia se reflete no aumento de 9,4% de empresas instaladas no Brasil, totalizando quase 24 milhões de unidades. Deste total, quase a metade tem atividades relacionadas a serviços. Em seguida aparecem os setores do comércio, com 5,9 milhões de empresas, indústrias, com 3,6 milhões e, por fim, agrobusiness, com 720 mil estabelecimentos.

Em relação à distribuição de empresas nacionais, a Região Sudeste segue líder, concentrando 51,7% das unidades. Na sequência, o Sul tem 18%, Nordeste (17,2%), Centro-oeste (8,2%) e o Norte, com 4,9% das empresas existentes no País.

Hábitos de consumo

O levantamento detalha, ainda, as preferências dos consumidores na hora de gastar sua renda. 

Itens básicos aparecem como prioridade, com grande vantagem sobre os demais. Cerca de 25% dos desembolsos destinam-se à habitação (incluindo aluguéis, impostos, luz, água e gás). Outros 17,9% se referem a outras despesas (serviços em geral, reformas e seguros).

A população de idosos continua crescendo, chegando a cerca de 31,2 milhões em 2021. Na faixa etária economicamente ativa, de 18 a 59 anos, esse índice passa de 128 milhões, o que representa 60,3% do total de brasileiros, sendo mulheres em sua maioria. Já os jovens e adolescentes, entre 10 e 17 anos, vêm perdendo presença e somam 24 milhões, superados por crianças de até 9 anos, que seguem na média de 29,5 milhões.

Como é feito o levantamento

Publicado anualmente pela IPC Marketing Editora, que utiliza metodologias exclusivas para cálculos de potencial de consumo nacional, o IPC Maps destaca-se como o único estudo do País que apresenta em números absolutos o detalhamento do potencial de consumo por categorias de produtos para cada um dos 5.570 municípios brasileiros, com base em dados oficiais, através de versões em softwares de geoprocessamento.

Este trabalho traz múltiplos indicativos de 22 itens da economia, por classes sociais, focados em cada cidade, sua população, áreas urbana e rural, setores de produção e serviços etc. possibilitando inúmeros comparativos entre os municípios, seu entorno, Estado, regiões e áreas metropolitanas, inclusive em relação a períodos anteriores. Além disso, o IPC Maps apresenta um detalhamento de setores específicos a partir de diferentes categorias.

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