Carlo Carcani Filho

0

20/11

O Guarani colhe frutos e a Ponte paga por seus erros

A duas rodadas do final da Série B, os times de Campinas seguem na briga por seus objetivos, cada um em uma ponta da tabela. A Ponte Preta ainda precisa de alguma coisinha para garantir sua permanência na divisão.

É provável que já elimine o risco nessa 37ª rodada, mas de qualquer forma é bem desconfortável para o clube e decepcionante para a torcida chegar a essa altura do ano preocupado com rebaixamento.

O Guarani tem dois jogos bem difíceis pela frente, mas é candidato a uma das quatro vagas na elite. A coluna de hoje aborda os fatores que trouxeram os dois times a essa situação na reta final do campeonato.

O risco de a Ponte Preta ser rebaixada é de apenas 9%, segundo o site InfoBola. Não é um número que permita ao time baixar a guarda, mas também não se compara com os desesperadores 97% do Confiança e nem aos 74% do Vitória. E é justamente o desespero do Confiança que o time de Gilson Kleina precisa explorar hoje. Diante de um adversário que será obrigado a se expor em busca do único resultado que lhe interessa, a Macaca precisa jogar com inteligência para eliminar, já em Aracaju, qualquer risco de queda para a terceira divisão.

A Ponte paga pelos problemas que não conseguiu resolver. O time iniciou o ano com três jogadores mais importantes, daqueles que, com certa frequência, conseguem desequilibrar uma partida.

O atacante Bruno Rodrigues foi para o São Paulo em fevereiro (e desde então ninguém mais ouviu falar dele) e em maio Apodi rescindiu seu contrato para assinar com o Goiás. Apenas Moisés permaneceu e inegavelmente fez sua parte, já que é o artilheiro e o líder em assistências do time. Mas a reposição dos destaques perdidos não ocorreu com a mesma qualidade. E isso foi determinante para que a Ponte não brigasse pelo acesso.

Mas esse aspecto, sozinho, não seria capaz de provocar uma campanha tão ruim. A diretoria também falhou no planejamento financeiro e é evidente que o atraso nos salários afetou o rendimento em campo. O fato de o elenco expor a situação publicamente com as greves de silêncio evidencia a gravidade do problema. É um erro de consequências bastante conhecidas por qualquer dirigente de futebol.

No lado verde da cidade, o Guarani colhe os frutos de um bom planejamento. O Bugre está entre os cinco times que brigam pelas duas vagas restantes na Série A porque montou um elenco competitivo, capaz de superar os desfalques inevitáveis em um campeonato de 38 rodadas. Durante a campanha, o time titular sofreu baixas em diversos setores e os reservas utilizados conseguiram manter o ritmo.

A montagem desse time foi o ponto mais importante, mas não teria dado certo se não se encaixasse no orçamento do clube. Outro acerto decisivo foi impedir a debandada dos melhores jogadores, problema comum em times que largam bem ou que possuem ataques eficientes. A única baixa foi Davó e, embora sentida, ela não desmontou o trabalho bem coordenado por Daniel Paulista. Se o acesso virá ou não saberemos nos próximos dias, mas o importante é que essa diretoria já sabe o que deve fazer para realizar boas campanhas. 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor,deixe seu comentário
Por favor, informe seu nome aqui