Pedidos de recuperação judicial aumentam quase 50% em maio, mas não surpreendem

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A quantidade de pedidos de recuperação judicial somou 92 solicitações em maio, o que representa um aumento de quase 50% na comparação com abril, de acordo com levantamento feito pela Serasa Experian. A maioria é de micro e pequenas empresas. Com relação a maio do ano passado, contudo, houve queda de 2,1% no total de solicitações.Pedidos de recuperação judicial aumentam quase 50% em maio, mas não surpreendem 1Pedidos de recuperação judicial aumentam quase 50% em maio, mas não surpreendem 2

Por segmentos, serviços teve o maior número de pedidos (62), seguido por comércio (15) e indústria (12).

No caso das falências requeridas, os dados indicam que no comparativo com maio de 2020 houve queda de 2,1% no total. As companhias de menor porte apresentaram crescimento no período, de 54 em maio do ano passado para  60 agora.

Segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, os números acompanham o aumento da inadimplência das empresas, que é maior entre as micro ou pequenas. O levantamento mostra que as empresas desses portes respondem por 92,4% do total de pessoas jurídicas com contas negativadas.

Para o economista e professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Fábio Astrauskas, embora os pedidos de recuperação tenham subido quase 50% em maio na comparação com abril, não há motivo para preocupação de imediato, já que analisando os dados dos meses anteriores os números estão alinhados.

“Se compararmos com os meses mais fortes da pandemia no ano passado, os números atuais são menores. Portanto, o cenário ainda é inferior àquele que se esperava em 2020 e provavelmente não deverão ser muito superiores aos próximos meses”.

Na avaliação do economista, o aumento observado entre as micro e pequenas empresas se deve ao fato de que as empresas desses portes foram aquelas que tiveram menos condições de proteção ante as melhores estabelecidas e capitalizadas.

“A falta de capital de giro é o que leva as empresas à recuperação judicial. As de grande porte tem mais acesso e melhores condições que impedem que elas tenham perda de liquidez e que entrem em recuperação.

(Agência Brasil)

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