Ponte Preta e Vila Nova se enfrentam por lugar na “zona de conforto”

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João Veras comemora gol na vitória sobre o Brasil, no Majestoso: excelente desempenho em casa aumenta o favoritismo da Ponte Preta contra o Vila Nova (Foto: Álvaro Jr./PontePress)

Carlo Carcani Filho

Ponte Preta e Vila Nova fazem hoje, às 21h, no Moisés Lucarelli, um confronto direto na luta pela permanência na Série B. Válido pela 28ª rodada do campeonato, o jogo coloca frente a frente duas equipes que possuem o mesmo objetivo (se distanciar da zona de rebaixamento) e as mesmas oito vitórias.

O que deixa os goianos uma posição à frente na tabela é um empate a mais do que os campineiros (9 a 8). Jogando em casa, onde venceu seis de suas últimas sete partidas, a Macaca é favorita para somar mais três pontos, ultrapassar um concorrente direto e reduzir o já pequeno risco de queda para a Série C.

Segundo cálculos do site InfoBola, a Macaca tem apenas 9% de chances de terminar entre os últimos quatro colocados. Brasil de Pelotas (99%) e Confiança (90%) estão muito próximos da terceira divisão e Vitória (76%) e Londrina (56%) vivem situação crítica.

O Vila Nova enfrentava um pesadelo parecido, mas conseguiu respirar depois de vencer o clássico com o Goiás e bater o Operário, ambos pelo placar de 2 a 1. Com o salto na tabela,  chegou à 13ª posição, com 33 pontos. A Macaca vem na cola, em 14º, com 32.

O time goiano também está perto de alcançar uma “zona de conforto”. Com risco de queda na faixa de 8%, pretende somar ao menos um ponto no Moisés Lucarelli e permanecer à frente da Ponte Preta.

Um trunfo para a alvinegra, uma das melhores mandantes da Série B, é que o Vila Nova tem desempenho ruim fora de Goiânia. A última vitória como visitante foi contra o Goiás, mas a partida foi disputada na cidade dos dois rivais. O último triunfo fora da capital goiana foi justamente em Campinas, mas diante do Guarani: 4 a 1, no dia 31 de julho, ainda no primeiro turno da Série B.

A Ponte conta com o fator campo para vencer e ultrapassar o adversário, naquele que deve ser o último jogo no Majestoso sem a presença de público. O duelo com o Londrina, pela 30ª rodada e ainda sem data definida pela CBF até o fechamento desta edição, deve marcar a volta da torcida às arquibancadas. Antes disso, na terça-feira, a Macaca visita o Avaí.

Suspenso por expulsão em Maceió, Gilson Kleina reclama da arbitragem

Em busca da oitava vitória dentro de casa na Série B, os jogadores da Ponte Preta não contarão com as orientações de Gilson Kleina na partida de hoje à noite. O treinador foi advertido duas vezes durante a derrota de quarta para o CSA (2 a 1, em Maceió) e cumprirá suspensão automática diante do Vila Nova.

Kleina contestou a expulsão com duras críticas ao árbitro Paulo Henrique Schleich Vollkopf (MS). “Tem hora que nem sei por que sou expulso. Não falei nada. Eu fui repor a bola, porque não tinha mais gandula. A comissão técnica do CSA pediu para os gandulas sumirem com as bolas. Eu não falei nada, só quis repor a bola para o meu jogador cobrar. Me desculpa, mas a expulsão foi nada a ver”, justificou o treinador.

Kleina também ficou irritado com a decisão da arbitragem, que anotou, com ajuda do VAR, um pênalti para o CSA já nos acréscimos do segundo tempo. “O VAR veio para dar justiça, mas eu não sei quem fica no VAR para determinar um lance desse. O cara subiu para cabecear, como vai subir com o braço para trás? Se for assim, todo lance vai ter pênalti. Essa é a minha maior indignação”, criticou Kleina, se referindo ao pênalti cometido por Cleylton.

O goleiro Ivan, suspenso com o terceiro cartão amarelo, desfalca a Ponte Preta na partida de hoje. Ele foi advertido aos 40’ do segundo tempo por retardar a cobrança de um tiro de meta.

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