Sindicato vai ao MPT contra volta 100% presencial nas escolas municipais

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Foto: Prefeitura de Campinas

O Sindicato dos Servidores de Campinas solicitou esta semana ao Ministério Público do Trabalho (MPT) uma audiência com urgência para discutir com a Prefeitura a obrigatoriedade de todos os alunos retornarem às aulas presenciais nas escolas. A decisão foi tomada pelo governo estadual e será seguida pela Secretaria Municipal de Educação a partir de 3 de novembro. 

Em nota, o Sindicato diz que é “contra as aulas presenciais nas escolas, enquanto o Coronavírus ainda causa mortes”.  “Em um trabalho conjunto com o MPT, que vem desde o começo da pandemia em 2020, impomos limite de alunos nas escolas e rodízio de estudantes, mantendo um sistema híbrido com aulas presenciais e remotas”, diz a entidade. 

O Sindicato afirma que vistoriou mais de 200 escolas e creches municipais neste ano e “foi comprovado que muitas unidades não têm condições estruturais para receber todos os estudantes mantendo o distanciamento social necessário e atendendo todos os protocolos sanitários”. Também reforça que grande parte dos adolescentes não está completamente imunizada. 

“Além disso, estamos a apenas dois meses de encerrar o ano letivo. Temos que discutir muito antes de uma volta total dos alunos”, diz a coordenadora do sindicato, Claudia Bueno. 

O anúncio do retorno 100% presencial nas escolas municipais no dia 3 foi feito pela Educação Municipal na semana passada, após análise do decreto do governo estadual que determinou esse retorno já a partir desta semana nas redes do Estado e particular. No caso dos municípios com Conselho de Educação, a volta presencial obrigatória para todos os alunos poderia ser decidida pela prefeitura.

Na ocasião, a Pasta disse que discutirá com o Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) uma forma de fazer o retorno da maneira mais segura.

“As aulas presenciais nas escolas municipais retornaram de forma gradativa em abril deste ano. Na ocasião, o atendimento foi de até 35% da capacidade das unidades. Neste segundo semestre, as escolas passaram a receber até 50% dos alunos. Nos dois casos, foi adotado o sistema de rodízio”, informou a Educação.

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