Supremo decide que SP deve indenizar fotógrafo atingido no olho por bala de borracha durante protesto em 2003

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Foto: Agência Brasil

Por 9 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (10) que o Estado de São Paulo deve indenizar um fotógrafo que foi atingido no olho por uma bala de borracha disparada pela Polícia Militar durante um manifestação em 2003.Supremo decide que SP deve indenizar fotógrafo atingido no olho por bala de borracha durante protesto em 2003 1Supremo decide que SP deve indenizar fotógrafo atingido no olho por bala de borracha durante protesto em 2003 2

Os ministros julgaram um recurso apresentado pela defesa do fotógrafo Alexandro Wagner Oliveira da Silveira, que perdeu 90% da visão do olho esquerdo enquanto cobria uma manifestação de servidores públicos em maio de 2003, na Avenida Paulista. Ele foi atingido durante em uma operação da Polícia Militar para desobstruir a via pública. Durante o tumulto, 23 pessoas ficaram feridas.

No recurso, a defesa pediu o pagamento de indenização por danos morais e estéticos em função dos prejuízos causados pela polícia. Antes de chegar ao STF, a Justiça paulista havia negado o pedido de indenização por entender que o profissional teve culpa exclusiva na lesão ao ter permanecido no local após o início do confronto.

De acordo com o ministro Luís Roberto Barroso, ao cobrir uma manifestação, o jornalista está correndo riscos para cumprir o dever de informar a sociedade. “O jornalista não estava lá correndo um risco em nome próprio ou por interesse próprio, estava correndo um risco pelo interesse público que todos nós temos de saber exatamente o que acontece em uma manifestação e se a repressão policial se deu de maneira proporcional”, afirmou.

Para o presidente do STF, Luiz Fux, a liberdade constitucional de imprensa deve ser assegurada. “Nesses eventos, a imprensa testemunha se há exercício regular de direito ou abuso de direito. Então, é muito importante sua presença nesses eventos, porquanto ela representa um dos pilares da democracia”, disse.

A decisão tem repercussão geral e deverá ser seguida por todo o Judiciário em casos semelhantes.

(Agência Brasil)

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