Uma outra pandemia aflige Campinas: a das agressões corporais

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(Foto: Banco de Imagens/Pixabay)

As estatísticas oficiais sobre a segurança pública em Campinas refletem um aumento significativo de agressões corporais, inclusive sexuais, no primeiro quadrimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2020. A maioria dos delitos é praticada por homens contra mulheres e vulneráveis.

O índice de lesão corporal dolosa – ou seja, com a intenção de ferir – agrava a crise enfrentada pela sociedade com a pandemia. Esse tipo de crime foi o que teve a maior alta de ocorrências entre os que são divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.

O total passou de 827, registrados no primeiro quadrimestre de 2020, para 1.093 neste ano – um aumento de 38%. Já o total de crimes sexuais é 27% maior este ano que a somo dos primeiros quatros meses de 2020. As delegacias de Campinas notificaram 75 casos contra 59 no período anterior. Especificamente no caso dos ataques sexuais, 38% foram cometidos contra vulneráveis, a maioria praticados por avós, pais e padastros.

“Isso é uma calamidade pública. Precisa ser feita uma campanha mais efetiva com as mulheres, que também são as mães dos vulneráveis. Além de incentivar as denúncias e aplicar a lei com rigor, as políticas públicas devem atingir as comunidades menos esclarecidas”, disse a dona de casa Maria Fernanda de Mendonça Lima, enquanto fazia sua caminhada no Centro de Convivência.

A Prefeitura de Campinas promove ações educativas contra a violência voltadas a públicos específicos. Este mês, por exemplo, elas são direcionadas aos idosos, dentro do Junho Violeta (veja em https://smpdccampinas.wixsite.com/junhovioleta).

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