Covid: vacina chega a um terço da população após Dias D

0
Centro de vacinação em Campinas Foto: Prefeitura

Após a realização de três Dias D voltados a grupos específicos, além da abertura de vacina para algumas categorias profissionais, a primeira dose da imunização contra a Covid-19 chegou a um terço da população de Campinas neste final de semana, segundo números atualizados do Vacinômetro do Estado de São Paulo.

Até a manhã deste domingo, foram 401.698 moradores da cidade vacinados com a primeira dose, o que corresponde a 33% da população de 1,2 milhão de habitantes – desses, cerca de 169 mil já receberam também a segunda. Com esses números, Campinas é o segundo município do Estado com população superior a 300 mil habitantes mais bem colocado no ranking estadual de doses aplicadas, atrá de Santos. Contando as cidades menores, ela é a 146ª do Estado em imunização com primeira dose.

Em entrevista na última sexta (11), o secretário de Saúde de Campinas, Lair Zambon, disse que a aceleração da vacina é a grande aposta da cidade para tentar evitar uma terceira onda de infecções pela Covid-19 e impedir um colapso na rede de saúde. No mesmo dia, a rede municipal de hospitais tinha apenas dois leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Covid com vagas – porém, exclusivas para gestantes, o que na prática faz a lotação ser de 100% nessas unidades. Na soma das redes pública municipal, estadual e da particular, a ocupação de UTIs-Covid em Campinas era de 92% no dia.

Com 25.518 doses de vacinas aplicadas neste sábado (12), o terceiro Dia D contra a Covid bateu recorde de adesão desta campanha específica. Campinas segue com agendamento aberto de vacinação para pessoas com idades acima de 55 anos; moradores com deficiência permanente ou grave, ou com comorbidades, a partir de 18 anos; e gestantes e profissionais da Educação.

Com os novos grupos, a vacinação deixará gradativamente de ser feita nos cinco centros fixos de vacinação, como ocorreu até agora, e migrará para as unidades básicas de saúde – sempre mediante agendamento. A meta atual é imunizar no mínimo mais 100 mil pessoas entre o fim deste mês e final de julho.

Longe do controle

Em entrevista ao RadarC na semana passada, o epidemiologista André Ribas de Freitas, da Faculdade São Leopoldo Mandic e membro da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC) afirmou que a falta de um sistema de rastreamento de pessoas contaminadas pela Covid, principalmente as próximas aos pacientes com suspeita já identificada, impede que o atual avanço da vacinação garanta uma redução sustentável de casos e internações em Campinas e no País.

Segundo ele, apesar de a cidade se aproximar de um índice de imunização na primeira dose que em países como EUA e Israel foi o percentual em que se atingiu o chamado “ponto de inflexão” da pandemia – ou seja, o ponto a partir do qual o número de novas infecções diminuiu sensivelmente – por aqui ainda falta uma ação essencial adotada em larga escala por eles: o mapeamento dos doentes e seus contatos, e o isolamento de todos eles. Outro fator considerado é a existência de novas cepas do Novo Coronavírus em circulação no País. Leia mais aqui.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor,deixe seu comentário
Por favor, informe seu nome aqui