Volta às aulas presenciais sem limite de ocupação está autorizada a partir de hoje (2)

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Foto: Agência Brasil

A partir desta segunda-feira (2), as escolas estaduais, municipais e particulares do Estado de São Paulo estão autorizadas a retornar às aulas presenciais com até 100% dos estudantes. As aulas foram suspensas pelo governo paulista no início da pandemia, em março do ano passado. No início deste ano, as aulas foram retomadas, mas havia limite de 35% na capacidade de ocupação.Volta às aulas presenciais sem limite de ocupação está autorizada a partir de hoje (2) 1Volta às aulas presenciais sem limite de ocupação está autorizada a partir de hoje (2) 2

A volta presencial ainda não é obrigatória – isso deverá acontecer apenas a partir de a partir de setembro. Segundo a Secretaria Estadual da Educação, caso o estudante ou sua família queiram permanecer com as aulas remotas ou on-line, o responsável legal deverá comunicar, por escrito, à unidade escolar, comprometendo-se a manter a frequência do aluno de forma digital.

As escolas vão poder atender 100% dos alunos desde que seja obedecido o limite de um metro de distanciamento entre eles. Cada escola ficará responsável por estabelecer esse limite de acordo com a sua capacidade física. Se não for possível seguir esta determinação, poderá ser adotado um sistema de revezamento.

Só na rede estadual de ensino há 3,5 milhões de esrtudantes, que serão obrigados a usar máscara no interior da escola. Segundo a Secretaria Estadual da Educação, ao chegarem às escolas todas as pessoas terão a temperatura aferida e, caso esteja acima de 37,5 graus, será orientado a retonar para casa.

Os protocolos também incluem higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70% e dos ambientes e ambientes arejados com portas e janelas abertas. Os especialistas dizem que os aspectos mais importantes a serem adotados para evitar a transmissão do Coronavírus são a ventilação e o uso de máscaras.

Já os professores e servidores estaduais deverão voltar às aulas presenciais sem revezamento – exceto aqueles com comorbidades, que só retornarão 14 dias após a aplicação da segunda dose das vacinas Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, Pfizer/BioNTech ou CoronaVac/Butantan/Sinovac ou da dose única, no caso da vacina da Janssen.

A secretaria informou que os servidores e colaboradores que, por escolha pessoal, optarem por não se vacinar dentro do calendário local também deverão retornar.

Médicos afastam riscos

Por meio de nota, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) disse que os pais não precisam ficar temerosos em mandar seus filhos para as escolas. Segundo a entidade, pesquisas têm demonstrado que as crianças não são grandes transmissoras do vírus e nem costumam evoluir de forma grave.

“O número de crianças afetadas de forma grave e que evoluíram de maneira desfavorável é relativamente pequeno”, disse Fausto Flor de Carvalho, presidente do Departamento de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo. “As pesquisas realizadas no Brasil e no Exterior têm demonstrado que crianças não são grandes espalhadoras do vírus e costumam ter quadros leves a moderados. Quase metade delas são assintomáticas”, explicou.

Para Carvalho, a ausência das aulas presenciais tem provocado outros danos às crianças, como distúrbios alimentares e de relacionamento interpessoal (distanciamento dos amigos e contato apenas com adultos), além de dificuldade de concentração.

“Acreditamos que o momento é adequado para retomada das aulas presenciais. Os pais devem orientar os filhos sobre as medidas de proteção e devem manter contato com a escola. Em caso de qualquer sintoma respiratório, a criança deve ser afastada e procurar o serviço médico para diagnóstico. Uma boa comunicação entre pais, escolas e profissionais da saúde vai colaborar para a volta segura e com mínimos riscos a todos”, concluiu.

Já o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) é contra a volta às aulas neste momento. Para o sindicato, isso só deveria ocorrer após os professores terem tomado a segunda dose da vacina contra a Covid. “Mais do que ninguém sabemos que o lugar dos professores e estudantes é nas escolas, mas não é este o momento”, diz o sindicato.

“O processo de vacinação dos profissionais da educação e da população ainda está em curso. Portanto, não existe o menor sentido no retorno às aulas presenciais em agosto. Há professores que só receberão a segunda dose da vacina em setembro. Apenas após a vacinação de todos com a segunda dose e a garantia de todos os protocolos sanitários para garantir a manutenção do controle da pandemia é que poderemos retornar às escolas”, disse o sindicato em comunicado publicado em seu site.

Particulares

Segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino (Sieeesp), há cerca de 12 mil escolas particulares no Estado, com 2,4 milhões de alunos matriculados no ensino básico.

Nelas, de acordo com o sindicato, as aulas presenciais ocorrem desde março, mas com limite de 35% do total de alunos. A partir de hoje, após um período de férias, elas estão retomando as aulas presenciais, podendo atender até 100% dos alunos, desde que mantido o limite de distanciamento físico entre eles.

“As escolas particulares seguem todos os protocolos recomendados pelo Plano São Paulo, pelas autoridades de saúde e educação e pelo próprio protocolo do Sieeesp, elaborado por médicos, pediatras e especialistas”, disse o sindicato.

(Agência Brasil)

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